terça-feira, 2 de abril de 2013

Pilar-PB: A falsa cidade Educadora Parte I


Foto: Google Imagens.

          
          Em 1999, a cidade de Pilar – PB teve o privilégio de ter sido a 1ª cidade do Brasil a ser aceita como membro da Associação Internacional de Cidades Educadoras. Na época, assim como Gaia e Urano, diversos fatores positivos surgiram do nada para explicar o êxito da integração do município de Pilar à Associação, tais como: o fato de ter sido um das primeiras cidades da Paraíba a implantar o Plano de Cargo e Carreiras e Salários para o Magistério; visão participativa ampliada, diversas iniciativas em busca da cidadania plena por meio da educação formal, aplicação de recursos de modo transparente oriundos do Fundo ( Projetos na área cultural, Projetos de resgate da história do município) em fim, diversas qualidades contribuíram para “o sucesso de Pilar na Europa”.
     Passarei a citar os principais princípios criados pela Associação Internacional de Cidades Educadoras e que devem ser seguidos de maneira fiel pela cidade membro da Associação.
       Um dos primeiros princípios afirma que “cabe à Prefeitura Municipal executar com eficiência o que lhes compete em matéria de educação. Deverão ainda, abordar um politica extremamente educativa, amplificada, globalizada, com o principal objetivo de inserir nela modalidades de educação formal e manifestações culturais diversas”. Sabemos que o nível de educação oferecido pelo município neste período era muito deficiente e ainda permanece dessa forma atualmente; nas escolas chegam a faltar água potável e também merenda, além de possuir espaço físico defasado, sem condições necessárias para acolher os educandos. Destarte, se a cidade de Pilar não consegue amplificar o sistema educacional a nível municipal, então como poderá ampliar a nível global?! Não te deixes impressionar agora, pois o próximo principio espera ansioso para ti ser apresentado.
                Com o fim de levar a cabo uma atuação adequada, os responsáveis pela politica municipal de uma cidade deverão ter a formação precisa sobre a situação e as necessidades de seus habitantes. Neste sentido realizarão estudos, que manterão atualizados e farão públicos, e formularão as propostas concretas e de politica geral que deles se derivem. ( princípio 4).
       Não é preciso um olhar profundo para se ter a certeza de que os responsáveis políticos do município de Pilar se comportam de maneira inadequada, não enxergam as necessidades dos munícipes, tampouco realizam estudos de espécie alguma, com exceção, do espaço disponível em seus próprios bolsos, aliás, é lá que vários animais se escondem. Também não possui um sistema de governo transparente, tanto nas gestões anteriores e principalmente na atual observa-se a exaltação de práticas ocultas. Observemos o princípio seguinte:
                   A satisfação das necessidades de crianças e jovens supõe, no que depende da administração municipal, oferecer-lhes ao mesmo tempo em que ao restante da população, espaços, equipamentos e serviços adequados ao desenvolvimento social, moral e cultural. O município no processo de tomada de decisões terá em conta o impacto das mesmas. ( princípio 7).
        No ano de 1999 não estava em vigência programas responsáveis por viabilizar o desenvolvimento sociocultural e moral. Também, não havia e nem há equipamentos, espaços e serviços adequados. Vale salientar que a creche está estagnada no estado atual sem nenhuma previsão de término da obra.
Outro princípio importantíssimo afirma que:
                   A cidade procurará que os pais recebam a formação que lhes permita ajudar seus filhos a crescer e a fazer uso da cidade, dentro do espirito do respeito mútuo. Neste mesmo sentido desenvolverá projetos para os educadores em geral e divulgará instruções às pessoas ( particulares, funcionários ou empregados do serviço público), que nas cidades normalmente tratam com as crianças. Ocupar-se-á, assim mesmo, de que os corpos de segurança e de proteção civil que dependem diretamente do município assumam ditas instruções. (princípio 8).
          O município nunca desenvolveu políticas públicas, principalmente voltadas para uma melhor formação de pais. Estes em sua maioria só vão as escolas observar o desempenho de seus filhos quando convocados pela direção escolar, a fim de solucionar problemas de comportamento.Os educadores optam por práticas metodológicas ultrapassadas, até porque o município não oferece e nunca ofereceu recursos voltados para uma melhor formação docente. Dessa forma, os alunos adquirem, se é que adquirem, uma nível educacional de péssima qualidade. O município não é capaz de formar os seus cidadãos. Não usa de meios para propor melhores condições, qualidades de vida aos seus habitantes. Insistem em alienar os mesmos de forma vil. No princípio seguinte, percebe-se que se exige ainda mais do município:
              A cidade deverá oferecer aos seus habitantes a perspectiva de ocupar um posto na sociedade, assim sendo, será facilitado o assessoramento necessário para sua orientação pessoal e vocacional e possibilitará sua participação ampla gama de atividades sociais. No terreno específico da relação educação – trabalho é importante assinalar a estreita relação que deverá existir entre os planejamentos educativos e as necessidades do mercado de trabalho. As cidades definirão estratégias de formação que levem em conta a demanda social e, sendo assim, haverá cooperação com as organizações de trabalhadores e empresários na criação de postos de trabalho. (princípio 9).

CONTINUA.... 


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