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| Foto: Google Imagens. |
Em 1999,
a cidade de Pilar – PB teve o privilégio de ter sido a 1ª cidade
do Brasil a ser aceita como membro da Associação Internacional de
Cidades Educadoras. Na época, assim como Gaia e Urano, diversos
fatores positivos surgiram do nada para explicar o êxito da
integração do município de Pilar à Associação, tais como: o
fato de ter sido um das primeiras cidades da Paraíba a implantar o
Plano de Cargo e Carreiras e Salários para o Magistério; visão
participativa ampliada, diversas iniciativas em busca da cidadania
plena por meio da educação formal, aplicação de recursos de modo
transparente oriundos do Fundo ( Projetos na área cultural, Projetos
de resgate da história do município) em fim, diversas qualidades
contribuíram para “o sucesso de Pilar na Europa”.
Passarei
a citar os principais princípios criados pela Associação
Internacional de Cidades Educadoras e que devem ser seguidos de
maneira fiel pela cidade membro da Associação.
Um dos
primeiros princípios afirma que “cabe à Prefeitura Municipal
executar com eficiência o que lhes compete em matéria de educação.
Deverão ainda, abordar um politica extremamente educativa,
amplificada, globalizada, com o principal objetivo de inserir nela
modalidades de educação formal e manifestações culturais
diversas”. Sabemos que o nível de educação oferecido pelo
município neste período era muito deficiente e ainda permanece
dessa forma atualmente; nas escolas chegam a faltar água potável e
também merenda, além de possuir espaço físico defasado, sem
condições necessárias para acolher os educandos. Destarte, se a
cidade de Pilar não consegue amplificar o sistema educacional a nível municipal, então como poderá ampliar a nível global?! Não te
deixes impressionar agora, pois o próximo principio espera ansioso
para ti ser apresentado.
Com
o fim de levar a cabo uma atuação adequada, os responsáveis pela
politica municipal de uma cidade deverão ter a formação precisa
sobre a situação e as necessidades de seus habitantes. Neste sentido
realizarão estudos, que manterão atualizados e farão públicos, e
formularão as propostas concretas e de politica geral que deles se
derivem. ( princípio 4).
Não é preciso um olhar profundo
para se ter a certeza de que os responsáveis políticos do município
de Pilar se comportam de maneira inadequada, não enxergam as
necessidades dos munícipes, tampouco realizam estudos de espécie
alguma, com exceção, do espaço disponível em seus próprios
bolsos, aliás, é lá que vários animais se escondem. Também não
possui um sistema de governo transparente, tanto nas gestões
anteriores e principalmente na atual observa-se a exaltação de
práticas ocultas. Observemos o princípio seguinte:
A satisfação das necessidades de crianças e jovens supõe, no que
depende da administração municipal, oferecer-lhes ao mesmo tempo em
que ao restante da população, espaços, equipamentos e serviços
adequados ao desenvolvimento social, moral e cultural. O município
no processo de tomada de decisões terá em conta o impacto das
mesmas. ( princípio 7).
No ano de 1999 não estava em
vigência programas responsáveis por viabilizar o desenvolvimento sociocultural e moral. Também, não havia e nem há equipamentos,
espaços e serviços adequados. Vale salientar que a creche está
estagnada no estado atual sem nenhuma previsão de término da obra.
Outro princípio importantíssimo
afirma que:
A
cidade procurará que os pais recebam a formação que lhes permita
ajudar seus filhos a crescer e a fazer uso da cidade, dentro do
espirito do respeito mútuo. Neste mesmo sentido desenvolverá
projetos para os educadores em geral e divulgará instruções às
pessoas ( particulares, funcionários ou empregados do serviço
público), que nas cidades normalmente tratam com as crianças.
Ocupar-se-á, assim mesmo, de que os corpos de segurança e de
proteção civil que dependem diretamente do município assumam ditas
instruções. (princípio 8).
O município nunca desenvolveu
políticas públicas, principalmente voltadas para uma melhor
formação de pais. Estes em sua maioria só vão as escolas observar
o desempenho de seus filhos quando convocados pela direção escolar,
a fim de solucionar problemas de comportamento.Os educadores optam
por práticas metodológicas ultrapassadas, até porque o município
não oferece e nunca ofereceu recursos voltados para uma melhor
formação docente. Dessa forma, os alunos adquirem, se é que
adquirem, uma nível educacional de péssima qualidade. O município
não é capaz de formar os seus cidadãos. Não usa de meios para
propor melhores condições, qualidades de vida aos seus habitantes.
Insistem em alienar os mesmos de forma vil. No princípio seguinte,
percebe-se que se exige ainda mais do município:
A
cidade deverá oferecer aos seus habitantes a perspectiva de ocupar
um posto na sociedade, assim sendo, será facilitado o assessoramento
necessário para sua orientação pessoal e vocacional e
possibilitará sua participação ampla gama de atividades sociais.
No terreno específico da relação educação – trabalho é
importante assinalar a estreita relação que deverá existir entre
os planejamentos educativos e as necessidades do mercado de trabalho.
As cidades definirão estratégias de formação que levem em conta a
demanda social e, sendo assim, haverá cooperação com as
organizações de trabalhadores e empresários na criação de postos
de trabalho. (princípio 9).
CONTINUA....







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